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Mestrado em Informática e Gestão (MIG) |
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Introdução
O MIG posiciona-se desde logo como 2º ciclo da Licenciatura em Informática e Gestão de Empresas (LIGE), mas oferece um percurso enriquecedor para alunos de fora do ISCTE, provenientes dos 1º ciclos das áreas de Informática, Informática de Gestão, Engenharia Informática, entre outras. O MIG consolida a capacidade de integrar e aplicar conhecimentos provenientes de duas áreas de excelência do ISCTE – Ciências de Gestão e Ciências e Tecnologias de Informação. Uma forte articulação com as necessidades do tecido empresarial consolida-se, no MIG, pelo contacto permanente dos alunos com esta realidade, sobretudo no 2º ano, através da resolução de problemas concretos e de casos de estudo, numa permanente actualização de conteúdos programáticos e na adopção de metodologias e das tecnologias mais actuais, sempre com uma grande vertente de aplicação prática. ObjectivosO MIG oferece uma formação prática e especializada no domínio dos sistemas de informação (SI), considerados de forma integrada nas suas vertentes organizacional, tecnológica e humana/social. O MIG visa preparar diplomados que: a) consolidem os conhecimentos de natureza instrumental oferecidos pela formação de 1ºciclo, adquirir novos conhecimentos de natureza prática resultantes do desenvolvimento no domínio dos SI e, simultaneamente, aprofundar conceitos, teorias, métodos e técnicas que lhes permitam o exercício de uma actividade profissional em contextos de aplicação, diversificação e inovação; b) sejam capazes de aplicar os conhecimentos de SI adquiridos, e as capacidades de identificação e resolução de problemas alicerçados na compreensão aprofundada e no entendimento estratégico de actores envolvidos em processos de mudança planeada, a situações novas ou não familiares que surjam nas suas áreas de estudo, investigação ou actividade profissional, assim como em contextos alargados ou multidisciplinares com estas relacionados; c) tenham capacidade de integrar conhecimentos (nomeadamente de ordem teórica, metodológica e empírica, de perspectivas e fontes diversas, tecnológicas, organizacionais e humanas), combinar a investigação com a acção para a condução planeada e participada de processos de mudança, lidar com questões complexas, desenvolver soluções e formular juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo a ponderação das implicações científicas, técnicas e éticas relevantes; d) sejam capazes de trabalhar em equipa e comunicar as suas análises e conclusões, assim como os conhecimentos e os raciocínios a elas subjacentes, tanto a especialistas em tecnologias de informação e organização como a não especialistas, de forma clara e sem ambiguidades; e) saibam tirar partido das vantagens da compreensão e aplicação de modelos conceptuais, metodologias e tecnologias, tendo uma clara percepção do contexto organizacional e das vantagens de uma imersão progressiva nesse contexto, por vivência de um projecto animado por elementos académicos e dos nossos parceiros externos; f) tenham desenvolvido competências que lhes permitam continuar a aprendizagem ao longo da vida de modo fundamentalmente auto-orientado e autónomo; g) tenham adquirido conhecimentos e competências que constituam uma base sólida para o possível prosseguimento da formação avançada, nomeadamente na fileira de formação universitária em sistemas de informação, a nível de 3º ciclo (doutoramento). O MIG pretende também afirmar-se como uma alternativa para licenciados que tenham seguido um plano de 3 anos no 1º ciclo, do ISCTE e de outras instituições, que procurem agora um processo de formação-aprendizagem segundo padrões de elevado nível de exigência e orientação para os resultados. Trata-se de um Mestrado sobretudo vocacionado para recém-licenciados. DestinatáriosO MIG destina-se sobretudo a licenciados (1º ciclo) que possuam ou desejem ganhar valências híbridas nas áreas de Informática e Gestão. Logo, também se destina a licenciados que, tendo concluído o 1º ciclo de estudos nas áreas da Informática ou das Engenharias, pretendam complementá-las com valências das Ciências da Gestão. Oferece, como já referido, a possibilidade de um percurso enriquecido de desenvolvimento profissionalizante para alunos de fora do ISCTE, licenciados de 1º ciclo nas áreas de Informática, Informática de Gestão, Engenharia Informática, Engenharia de Telecomunicações, entre outras. Perguntas Frequentes Sobre o MIG e sobre o Projecto/DissertaçãoP1: Porquê escolher este Mestrado e completá-lo? R1: Porque o MIG oferece uma formação prática e especializada no domínio dos Sistemas e Tecnologias de Informação, considerados de forma integrada nas suas vertentes organizacional, tecnológica e social. Esta polivalência de competências promove uma adaptabilidade e preparação para entender adequadamente os problemas e os desafios organizacionais. Ao mesmo tempo, fornece a capacidade de engendrar propostas realistas de solução, adequadas ao contexto e envolvendo tecnologias e sistemas de informação, num espírito de projecto em equipa focada e participativa;
P2: O que é o Projecto/Dissertação? R2: O designado “Projecto/Dissertação” (P/D) é a Unidade Curricular do 2º ano do MIG, de duração anual (Setembro a Setembro), que culmina na elaboração da Dissertação. A referência P/D encerra, todavia, algumas interpretações específicas no MIG, como sejam:
a) Ambiente colaborativo: Procura-se que o P/D decorra com a colaboração activa de uma empresa ou organismo da administração pública, ou ainda de uma entidade de carácter associativo, extra ou intra ISCTE. Esta articulação tem sido mutuamente vantajosa: para os alunos porque exercitam e aprofundam a aplicação dos seus conhecimentos, devidamente enquadrados e num contexto realista. Para as entidades porque desenvolvem actividades e/ou produtos úteis, contactando finalistas de mestrado. O P/D pode naturalmente surgir de um tema proposto por um docente, que desse modo assume automaticamente a respectiva orientação científica;
b) Actualidade dos temas: Os P/Ds devem implicar estudos e desenvolvimentos significativos de Gestão e de Informática, numa repartição variável. No seguimento de anteriores projectos da antiga Licenciatura de IGE, que MIG agora reedita sob o formato de P/D, estão habitualmente activos projectos acolhidos por entidades como a Brisa, CapGemini, Logica, Deloitte, KPMG, Link, Novabase, PTSI, PWC, TMN, SAS Institute, Siemens, Sybase, Vodafone, Vortal, entre outras. O ISCTE e a Adetti têm igualmente dinamizado projectos mais ligados a áreas de investigação de docentes, p.e. as decorrentes de projectos de investigação europeus em sofware opensource, geridos no âmbito da iniciativa Caixa Mágica. As áreas de intervenção são muito variadas, destacando-se, por exemplo, o desenvolvimento de Sistemas de Informação à medida, Comércio electrónico, e-learning, CRM Analítico, Segurança e Auditoria informáticas, Sistemas Operativos, Gestão de Risco e Planos de Continuidade de Negócio, Gestão integrada de canais de marketing, Sistemas de Gestão ERP (p.e. SAP, Navision, Open Source), Gestão de Conhecimento, Help-desk, DataWarehouse e Data Mining (áreas da Gestão Universitária e das Telecomunicações), Arquitecturas de Conteúdos, serviços de Telecomunicações, Portais corporativos.
c) Óptica de projecto e trabalho de equipa: Como referido, cada aluno compromete-se a realizar e a defender uma dissertação, de acordo com as regras típicas deste objectivo académico. Todavia, em MIG defendemos que o alcance deste objectivo pode passar pela experiência de realização de um projecto em equipa, em torno de um tema actual e sobre o qual haja uma capacidade efectiva de acompanhamento e suporte, num ambiente tão realista e pragmático quanto possível. Os resultados do projecto revelam-se um condimento muito rico para a elaboração da dissertação individual. O projecto colaborativo permite a vivência de algumas áreas de conhecimento da gestão de projectos (p.e. âmbito, tempo, custo, qualidade, risco, comunicação), ao mesmo tempo que roda algumas competências soft, como sejam, por exemplo, o team building, a gestão de expectativas e de compromissos, a gestão de conflitos. Mas nada obsta a que um aluno possa seguir o modelo “convencional”, ou seja, submete um tema e um orientador, trabalha em contexto individual e elabora a dissertação no calendário estipulado.
P3: Qual a mais valia de realizar o Projecto/Dissertação de Mestrado? R3: O MIG herda uma ampla experiência da Licenciatura em Informática e Gestão de Empresas - LIGE (na versão pré-Bolonha), nomeadamente em matéria de realização de projectos envolvendo entidades internas e externas ao ISCTE (parceiros). Esse factor gerou sempre um grande pragmatismo e actualidade nos temas escolhidos, permitindo aos alunos uma vivência muito próxima do ambiente real dos projectos de transformação organizacional. Este factor esteve sempre na base de uma empregabilidade total dos alunos deste curso. Estamos agora a retomar e a alavancar para o MIG este conjunto de boas práticas. Logo, existe uma mais valia óbvia na realização de um projecto final de mestrado, que deriva na obtenção de uma dissertação académica construída com base numa experiência de projecto colaborativo, desenvolvido em equipa.
P4: Quais os resultados do Projecto/Dissertação, como são realizados e apresentados? R4: Como já referido, cada aluno compromete-se a realizar uma dissertação académica. Esse é o resultado final a apresentar ao orientador e a ser defendido perante o júri de avaliação. Esse objectivo pode ser alcançado em equipa, por realização de um projecto escolhido no âmbito das muitas propostas de temas que os nossos parceiros, internos e externos, nos apresentam para o efeito. Nessa medida, existem habitualmente resultados intermédios – os deliverables do projecto, passíveis de apreciação e correcção intermédias pelo coordenador da entidade e pelo orientador científico. Nestes casos sugere-se ao grupo de projecto que apresente ao comité de acompanhamento (steering commitee) o estado do projecto, algures entre Janeiro e Fevereiro, criando a oportunidade de um feedback crítico construtivo por parte dos principais stakeholders do projecto em questão. Os resultados do projecto podem ser aproveitados para que cada elemento do grupo os utilize e os especialize no âmbito de um sub-tema que pretenda desenvolver e submeter na sua dissertação. Ou seja, o projecto serve como “bancada” de aplicação e experimentação de um determinado tema, sendo que cada aluno escolhe um sub-tema (p.e. modelo, funcionalidade macro, módulo, componente) para especializar e detalhar com vista à respectiva apresentação na dissertação. Repare-se então que o projecto cria o enquadramento experimental ao respectivo tema central, sendo que dele podem ser retirados os elementos e resultados intermédios que cada aluno especializa posteriormente na respectiva dissertação. Esta especialização conducente à dissertação é naturalmente acompanhada e escrutinada pelo orientador científico, de modo a salvaguardar a individualidade das dissertações emanadas dos elementos do grupo que realizou um projecto. O que é afinal apresentado ao juri no final do 2º ano de MIG? O juri apenas pretende avaliar a dissertação, que é o documento académico que formalmente interessa à avaliação. A acompanhar a dissertação podem, todavia, ser fornecidos os deliverables do projecto subjacente (p.e. CD/DVD, apontador para site do projecto), quando este exista. A consulta desses elementos pode dar ao júri uma visão mais completa do ciclo de vida de elaboração de todo o trabalho, bem como o contributo do projecto para a dissertação.
P5: Quais as responsabilidades das partes envolvidas (alunos e parceiro)? R5: A execução dos P/Ds, por parte dos alunos, implica uma avaliação académica. O proponente, interno ou externo ao ISCTE, deve garantir a persistência anual do P/D, fornecer os elementos, os instrumentos e as condições necessárias, e nomear um coordenador sénior. De realçar que cada P/D envolve obrigatoriamente um docente do ISCTE como orientador científico, preferencialmente familiarizado com o tema submetido.
P6: Como se processa a escolha dos orientadores científicos? R6: A escolha do orientador de cada P/D é determinada ou por iniciativa do docente que apresenta um tema de P/D, ou por proposta do grupo de P/D e consequente aceitação por parte do orientador sugerido. O orientador científico pode ser do DCTI ou de outra Escola/Departamento do ISCTE/IUL. A existência e aprovação do orientador científico, pelo coordenador do MIG, é condição essencial para a aceitação do P/D do respectivo grupo/aluno.
P7: Qual a calendarização associada ao Projecto/Dissertação? R7: Os temas para P/D podem ser apresentados por docentes ou por entidades externas e internas ao ISCTE/IUL. O período de submissão de propostas ocorre algures entre Abril e Julho. Cada proposta é sujeita a apreciação, podendo ou não ser aprovada. Uma vez aprovadas são colocadas na intranet do MIG, para visualização e apreciação pelos potenciais interessados (alunos do 2º ano de MIG). Cada grupo/aluno pode procurar esclarecer todas as eventuais dúvidas sobre as propostas com os seus proponentes. Alguns destes optam por apresentar publicamente as respectivas propostas, sendo que o calendário dessas apresentações fica igualmente acessível na intranet dos alunos, bem como no secretariado do DCTI. A fase de execução do P/D faz-se em meados de Setembro (início do ano lectivo), supondo-se que nessa altura todos os grupos/alunos escolheram o tema do P/D e o respectivo orientador, tendo como tal inscrito formalmente o P/D no âmbito da UC respectiva. A dissertação deverá ser apresentada até algures o final da terceira semana de Setembro (já após o final do ano lectivo). Ou seja, é de toda a conveniência que o Projecto esteja concluído em Junho/Julho, de forma a que disponham de tempo suficiente para a conclusão da dissertação. Em termos de distribuição de esforço, diria que a vertente de projecto ocupa uma parte significativa do tempo até Abril/Maio, altura em que cada aluno acentua o despêndio de esforço e dedicação à escrita da dissertação (ver figura abaixo). ![]()
P8: Já sou licenciado em IGE pré-Bolonha. O que preciso fazer para obter o Mestrado em Informática e Gestão? R8: Terá de se inscrever no 1º ano do MIG e pedir a creditação das disciplinas do antigo 4º ano da Licenciatura de IGE. Essa creditação é pacífica e relativamente rápida. Uma vez obtidas as creditações fica desde logo em condições de se poder inscrever no 2º ano do MIG, onde terá de fazer duas UC’s, Metodologias de Investigação (semestral) e o Projecto/Dissertação (anual). Deverá então submeter uma proposta de dissertação, escolher um orientador e realizar o trabalho, submetendo depois o documento. Uma vez que conhece bem o modelo e o espírito que prevaleceu no seu “Projecto” do 5º ano de IGE, o esforço a realizar no 2º ano do MIG será seguramente acessível. Dado que nesta altura já terá tido vivência profissional de projectos, recomendo que faça directamente a dissertação. Plano de Estudos
Nota 1: Para a submissão final do Trabalho de Projecto/dissertação é condição obrigatória a aprovação prévia na unidade curricular Investigação em Sistemas de Informação.
Diplomas e CréditosDiplomas O grau concedido é o de Mestre em Informática e Gestão, e será atribuído a quem obtiver aprovação nas unidades curriculares da componente escolar, e aprovação no relatório de projecto ou na dissertação. Aos alunos que obtenham aproveitamento nas unidades curriculares deste ciclo de estudos, correspondentes a 60 créditos, é atribuído um Diploma de Estudos Pós-Graduados em Informática e Gestão (sem grau).
Atribuição de Créditos na Admissão Uma vez inscritos, podem os mestrandos solicitar à Comissão de Mestrado uma avaliação para efeitos de equivalência a créditos pós-graduados correspondentes a conhecimentos científicos e técnicos já comprovadamente adquiridos. Essa equivalência poderá passar pelo reconhecimento de créditos efectuados no âmbito de outros ciclos de estudos. Despacho O Mestrado em Informática e Gestão foi aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Direcção Geral do Ensino Superior, como estando conforme o Processo de Bolonha, tendo obtido o REGISTO DA ADEQUAÇÃO DE CICLO DE ESTUDOS, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de Março. CreditaçõesCreditações . O processo de creditações de UCs apresenta custos de acordo com uma tabela que estipula os valores dos emolumentos do ISCTE (válida em 2009/2010), que pode ser consultada em: www.iscte.pt/arquivo.jsp?ficheiro=501.pdf No ano lectivo 2010-2011, os alunos provenientes da Licenciatura IGE, do ISCTE-IUL, que se inscrevam em MIG, estão isentos dos custos relativos às creditações;
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